5 de jan de 2007

Gato-do-mato

Venâncio Aires, 01 de dezembro de 2006


MAIS UM ANIMAL SILVESTRE ACOLHIDO PELA SEMMA

Na última quarta-feira, dia seguinte ao envio das caturritas ao IBAMA, foi entregue na SEMMA um filhotinho de gato-do-mato que havia sido encontrado domingo por moradores do Bairro Cidade Nova. Segundo eles, o animal estava parado na beira da estrada, próximo ao colégio agrícola. O filhote, com cerca de um mês de idade, estava muito assustado e faminto. Rapidamente o animal foi atendido pela bióloga da SEMMA, avaliado e alimentado. Mais calmo e saciado, o animal recupera-se bem e será levado ao Núcleo de Fauna do IBAMA em Porto Alegre nessa sexta-feira. De lá, o filhote de gato-do-mato irá para um criador conservacionista onde permanecerá em um recinto adequado, pois dificilmente será possível reintegrá-lo à natureza.

Todos os felinos silvestres estão na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul. O filhotinho, provavelmente da espécie Leopardus tiginus (gato-do-mato-pequeno), está enquadrado na categoria vulnerável. As principais causas de ameaça a essa espécie são: destruição e fragmentação da floresta, caça, captura com armadilhas, atropelamento em rodovias e o comércio de peles, comum no passado.

O QUE FAZER QUANDO ENCONTRAR FILHOTES DE ANIMAIS SILVESTRES?

É comum encontrar filhotes de várias espécies de animais aparentemente “perdidos”, especialmente nessa época do ano. Entretanto, mesmo bem intencionados, muitas vezes estamos causando um grande mal, isso porque, sem querer, podemos estar separando o filhote da sua mãe.

Duas situações comuns são:

1. o filhote está ficando independente e começa a explorar o ambiente a sua volta, às vezes se afastando de sua mãe. Essa exploração não dura muito tempo e logo ambos se encontram. Algumas vezes, quando assustados (por um carro, por exemplo), a mãe se esconde, mas o bebê, que ainda é muito inexperiente, fica sem saber o que fazer. Em situações normais, assim que a ameaça cessa, a família se reencontra;

2. mães deixam seus filhotes abrigados (em ocos, tocas, ninhos, embaixo de folhas ou em algum lugar que considerem seguro) e vão buscar alimentos ou realizar alguma outra atividade. Logo ela estará de volta para amamentar/alimentar a cria.

Dessa forma, antes de recolher um animal, faça a seguinte avaliação: qual o estado de saúde do animal (isso vale para adultos e filhotes)?

a) Se está bem e não apresenta ferimentos é provável que sua mãe esteja por perto (se for um filhote). O melhor a fazer é observar de longe o comportamento do animal, sem assustá-lo. É possível que ele siga seu caminho e não seja preciso intervir.
b) Se ele estiver ferido ou doente, então é melhor recolhê-lo com cuidado (não esqueça que são animais silvestres) e entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente para tomada de providências.

Telefone da SEMMA: 39831034 ou e-mail pmvasemma@pmva.com.br

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