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6 de set. de 2007

O que você pensa quando vê essa foto?


Esse é um sagui que recebemos para encaminhar ao Ibama. Um animal que deveria estar livre é mantido assim e nunca mais poderá retornar à natureza. O que você pensa sobre isso?

27 de jul. de 2007

Matéria completa - cobras e coruja

Matéria completa publicada hoje na Folha do Mate sobre a corujinha e as cobrinhas (chegou mais uma quarta-feira) com dicas sobre o que fazer ao encontrar filhotes de animais.

http://www.folhadomate.com.br/arquivos/pdf/9044.pdf

26 de jul. de 2007

Novos hóspedes






Informações do biólogo Claiton Machado: Sibynomorphus é um grupo de serpentes que merece revisão quanto a sistemática e taxonomia. São relativamente poucos os trabalhos existentes, mas parece que a biologia e história natural de S. ventrimaculatus é semelhante a de outras espécies do gênero. Em geral põe de um a sete ovos; possui hábito criptizóico; podem atingir até 60cm (comprimento total); como display defensivo promovem achatamento da cabeça, erguem o primeiro terço do corpo, mas nunca ostentam morder e defecam (descarga cloacal).
Uma característica peculiar que certamente auxiliará na sua determinação é o aumento das escamas da linha média do dorso (são maiores que as demais escamas dorsais), outras serpentes semelhantes (como jovens de Oxyrhopus clathratus) não possuem esta característica. Em geral Sibynomorphus alimenta-se apenas de gastropodes com ou sem concha, mas há relatos de que podem alimentar-se de larvas de insetos. Em cativeiro, S. ventrimaculatos parece ter preferência por comer lesmas do gênero Bradibaena (obs. pessoal).




A corujinha Tyto alba está sendo alimentada de três a cinco vezes ao dia com carne de frango moída (incluindo miudos, ossos, penas, cartilagem, etc) e em breve começará a receber alimento em pedaços. O filhote é mantido 24 horas aquecido e está cada dia mais forte e ativo.



Semma cuida de dois filhotes de animais silvestres



Ano 35 - edição 480 - Venâncio Aires, Edição de 4ª feira, 25 jul 2007.
MEIO AMBIENTE
Semma cuida de dois filhotes de animais silvestres
Divulgação - Semma
Coruja foi entregue na Secretaria segunda-feira
Desde segunda-feira a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) cuida de dois filhotes de animais silvestres. Um cobra Sibynomorphus ventrimaculatus e uma coruja Tyto alba, conhecida como coruja-de-igreja, estão sob os cuidados da equipe da Semma.

De acordo com a bióloga Mariana Faria-Corrêa, a coruja, que tem poucas semanas de vida, foi deixada na Secretaria por um morador do interior do município, que encontrou o ninho na chaminé de sua casa. No local, havia dois animais, mas um morreu. Não se sabe o que aconteceu com a mãe dos filhotes.

Já a cobra foi encontrada em um jardim por trabalhadores que estavam capinando o lugar, que comunicaram a Semma. Mariana ressalta que essa espécie não é venenosa e se alimenta de caracóis de jardim. Por isso, quem encontrar um animal dessa espécie pode deixá-lo no lugar, pois ela é inofensiva. Ela tem o corpo todo listrado em preto e branco.

Conforme a bióloga, não se deve mexer em ninhos ou nos animais silvestres. No caso das corujas, por exemplo, a mãe dos filhotes pode estar procurando-os. “Não sabemos o que aconteceu às corujas. Muitas vezes recebemos animais tirados de seu ninho e, sendo a intenção boa ou não, filhotes separados das mães têm pouca chance de sobreviver em cativeiro”, sugere, completando que quem deixou o filhote não explicou o que aconteceu.

No caso do filhote de cobra, ele foi retirado do terreno porque poderia ser morto durante a roçada, por cachorros ou gatos, pois estava na área urbana. “A situação é diferente, porque num terreno urbano há mais ameaças para esses animais”, afirma Mariana.

Como a coruja ainda é muito pequena, por enquanto deve ficar sob os cuidados da equipe da Semma. “Filhotes tão pequenos, quando tirados do ninho, nem sempre sobrevivem, por mais que a gente se esforce. Então vamos alimentá-la e aquecê-la da melhor maneira possível”, explica. Mariana completa que na natureza elas deixam o ninho com nove a doze semanas de vida e estima que o filhote entregue na Secretaria deve ter cerca de duas semanas. A cobra será devolvida a natureza, pois mesmo sendo filhote ela já consegue sobreviver sozinha.

Esses não foram os primeiros casos de filhotes recebidos pela Semma. Nos últimos dois anos a Secretaria atendeu e encaminhou filhotes de gato-do-mato, ouriço-cacheiro, tucano-do-bico-verde, cocota, gambá, andorinha, cisne coscoroba, entre outros.

Confira na edição impressa de sexta-feira dicas sobre o que fazer ao encontrar um animal silvestre.
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13 de fev. de 2007

Corujão


Na semana passada atendemos a mais um animal ferido. Um corujão-de-orelha foi encontrado proóximo ao acesso de Mariante, no asfalto, com a asa quebrada. Um morador local recolheu o animal e avisou a Semma. Após análise do animal pelo veterinário Luciano Frozza, constatou-se que a fratura tratava-se de um tiro, esmigalhando o osso da asa da coruja. Ela foi levada para uma clínica veterinária em Porto Alegre onde teve a sua asa amputada. Caso se recupere da cirurgia será levada para um criador conservacionista.


Saiba mais...

Com cerca de 50cm e peso de mais de um quilo, essa coruja também conhecida como mocho-orelhudo (Bubo virginianus) é um predador de porte, do tamanho de um caracará. Caça outras aves, muitas vezes no interior de ocos, além de alimentar-se de ratos e outros vertebrados. Apesar do tamanho, não é fácil de ser encontrada durante o dia. Esconde-se no meio da folhagem das árvores ou sobre ninhos abandonados. Como em outras corujas, é mais facilmente escutada à noite do que observada. No período de reprodução, canta muito, um chamado relativamente longo e com uma interrupção no meio, parecendo estar dizendo “João...curutu”. A primeira parte é mais grave e a segunda, mais aguda e rápida. Responde a uma imitação e aproxima-se para verificar a fonte. Canta mais de julho a dezembro.Coloca seus ovos nos ninhos de outras aves ou no chão, entre capins (raramente).No adulto, destacam-se as “orelhas”, penas mantidas altas nos lados da cabeça, embora não tenham qualquer função auxiliar na audição. O corpo é todo cinza escuro, com finas listras transversais mais claras na barriga. Garganta toda branca e íris amarelo-alaranjado.

5 de jan. de 2007

Cocotas apreendidas

Venâncio Aires, 28 de novembro de 2006

BM E SEMMA APREENDEM FILHOTES DE COCOTAS

A Brigada Militar de Venâncio Aires e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) apreenderam nessa quinta-feira 23 no Bairro Coronel Brito dois filhotinhos de cocota (ou caturrita) que estavam sendo vendidos ilegalmente por um homem de Candelária. O homem, identificado a partir de denúncia anônima, estaria andando pelo bairro há pelo menos dois dias oferecendo os animais para os moradores locais. Indignados, moradores realizaram a denúncia que foi prontamente atendida. Os animais, que estavam dentro de uma caixa de papelão, apresentavam sinais de desidratação e estavam famintos. Recebidos pela equipe da SEMMA os filhotes foram atendidos e passam bem, estando no aguardo da definição do IBAMA para destinação final. A origem dos animais está sendo investigada.

Ter animais silvestres em cativeiro é crime!

A lei 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, determina que com relação à fauna silvestre é CRIME matar, perseguir, caçar ou utilizar espécies nativas ou migratórias, bem como impedir a procriação, modificar, destruir ou danificar ninhos, abrigos ou criadores naturais, vender, expor à venda, adquirir, guardar, transportar ou manter em cativeiro espécies de animais silvestres sem a devida autorização. Também é considerado crime maltratar, abusar, ferir ou mutilar animais silvestres ou domésticos, assim como pescar no período de defeso.
São animais silvestres: passarinhos (cardeal, trinca-ferro, canário-da-terra, azulão, entre outros), papagaios, araras, cocotas, macacos, bugios, sagüis, aranhas, escorpiões, cobras, tartarugas, lagartos, gatos-do-mato, cachorros-do-mato, gambás e qualquer outro nativo do Brasil encontrado em ambientes naturais.

O que fazer?

ENTREGA VOLUNTÁRIA: Não há como legalizar a manutenção de animais silvestres em cativeiro, assim, a melhor forma de regularizar a situação é procurar a Secretaria do Meio Ambiente (rodoviária nova/ 39831034) ou o IBAMA e proceder a entrega voluntária desses animais, os quais serão destinados adequadamente;

DENÚNCIAS: denúncias sobre crime contra a fauna podem ser feitas diretamente à Secretaria do Meio Ambiente: 3893-1034; MP Venâncio Aires: 3741.2980, PATRAM (Rio Pardo): 51. 3731.4822, IBAMA (Linha Verde): 0800.618080 ou pelo 190.