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26 de jul. de 2007

Semma cuida de dois filhotes de animais silvestres



Ano 35 - edição 480 - Venâncio Aires, Edição de 4ª feira, 25 jul 2007.
MEIO AMBIENTE
Semma cuida de dois filhotes de animais silvestres
Divulgação - Semma
Coruja foi entregue na Secretaria segunda-feira
Desde segunda-feira a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) cuida de dois filhotes de animais silvestres. Um cobra Sibynomorphus ventrimaculatus e uma coruja Tyto alba, conhecida como coruja-de-igreja, estão sob os cuidados da equipe da Semma.

De acordo com a bióloga Mariana Faria-Corrêa, a coruja, que tem poucas semanas de vida, foi deixada na Secretaria por um morador do interior do município, que encontrou o ninho na chaminé de sua casa. No local, havia dois animais, mas um morreu. Não se sabe o que aconteceu com a mãe dos filhotes.

Já a cobra foi encontrada em um jardim por trabalhadores que estavam capinando o lugar, que comunicaram a Semma. Mariana ressalta que essa espécie não é venenosa e se alimenta de caracóis de jardim. Por isso, quem encontrar um animal dessa espécie pode deixá-lo no lugar, pois ela é inofensiva. Ela tem o corpo todo listrado em preto e branco.

Conforme a bióloga, não se deve mexer em ninhos ou nos animais silvestres. No caso das corujas, por exemplo, a mãe dos filhotes pode estar procurando-os. “Não sabemos o que aconteceu às corujas. Muitas vezes recebemos animais tirados de seu ninho e, sendo a intenção boa ou não, filhotes separados das mães têm pouca chance de sobreviver em cativeiro”, sugere, completando que quem deixou o filhote não explicou o que aconteceu.

No caso do filhote de cobra, ele foi retirado do terreno porque poderia ser morto durante a roçada, por cachorros ou gatos, pois estava na área urbana. “A situação é diferente, porque num terreno urbano há mais ameaças para esses animais”, afirma Mariana.

Como a coruja ainda é muito pequena, por enquanto deve ficar sob os cuidados da equipe da Semma. “Filhotes tão pequenos, quando tirados do ninho, nem sempre sobrevivem, por mais que a gente se esforce. Então vamos alimentá-la e aquecê-la da melhor maneira possível”, explica. Mariana completa que na natureza elas deixam o ninho com nove a doze semanas de vida e estima que o filhote entregue na Secretaria deve ter cerca de duas semanas. A cobra será devolvida a natureza, pois mesmo sendo filhote ela já consegue sobreviver sozinha.

Esses não foram os primeiros casos de filhotes recebidos pela Semma. Nos últimos dois anos a Secretaria atendeu e encaminhou filhotes de gato-do-mato, ouriço-cacheiro, tucano-do-bico-verde, cocota, gambá, andorinha, cisne coscoroba, entre outros.

Confira na edição impressa de sexta-feira dicas sobre o que fazer ao encontrar um animal silvestre.
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11 de jul. de 2007

Mais sobre óleo de cozinha

Óleo usado, esperança renovada
CARLA DUTRA/ Vale dos Sinos/Casa Zero Hora

Moradores do Vale do Sinos acharam uma boa resposta para uma dúvida persistente: o que fazer com o óleo de cozinha usado? Cerca de 50 pessoas de Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Parobé e São Leopoldo produzem sabão e detergente a partir do óleo. O projeto é coordenado pela Cáritas, da Diocese de Novo Hamburgo, e já atraiu a atenção do governo federal, que enviou representantes do Ministério do Desenvolvimento Social para conhecer a iniciativa. A mistura simples, que leva óleo usado, soda, água e, em alguns casos, água e limão, evita que o produto pare no ambiente e aumenta a renda das famílias.

- O sabão caseiro é bom, dá um brilho nas panelas e limpa bem a roupa - comenta a dona de casa Lair Lourenço, 30 anos, de Novo Hamburgo.

Por enquanto, o produto é distribuído em embalagens improvisadas, sem corante ou essência. Isso, segundo coordenador da Cáritas da Diocese de Novo Hamburgo, Cláudio Roberto Schaab, deve mudar:

- Podemos fabricar a essência de forma artesanal, usando, por exemplo, casca de maçã e álcool. Apenas o corante seria comprado.

A estimativa de Schaab é de que pelo menos mil litros de óleo deixaram de ser despejados na natureza mensalmente. Um litro de óleo reaproveitado evita a contaminação de até 1 milhão de litros de água. Professor do Centro Universitário Feevale, Jairo Lizandro Schmitt lembra que o óleo de fritura jogado no esgoto entope a rede e dificulta o funcionamento de estações de tratamento, encarecendo o processo de filtragem.

Em Porto Alegre, a escola João XXIII desenvolve iniciativa parecida, incentivando os alunos a fazer sabão do óleo usado na cantina.

( carla.dutra@zerohora.com.br )

Como copiar :

Mulheres assistidas por programas da diocese participam da produção de sabão e detergente
O produto é distribuído gratuitamente ou vendido, conforme a decisão de cada grupo.

Há mulheres que passam a fabricar os produtos de limpeza em casa, para uso próprio ou para aumentar a renda.

A receita do sabão
Dilua 500 gramas de soda em um litro de água
Misture dois litros de óleo usado e suco feito de dois limões
Mexa por 45 minutos
Guarde por 48 horas
Corte em barras
Rendimento: 40 barras

A receita do detergente
Dissolva 500 gramas de soda em dois litros de água
Acrescente três litros de óleo usado e dois litros de álcool
Misture por cinco minutos
Acrescente dois litros de água e mexa por 10 minutos (duas vezes)
Misture mais 13 litros de água e mexa por cinco minutos
Podem ser acrescentados corantes e essências
Rendimento: 22 litros

ATENÇÃO:

é preciso atenção redobrada com a soda cáustica, produto que pode causar queimaduras. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura;

A administração de Porto Alegre acordou para o problema do óleo de cozinha. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) assinou um convênio com três empresas que darão um destino correto ao produto. A população poderá entregar o óleo de fritura em uma garrafa plástica ou recipiente de vidro em 24 postos. As empresas Celgon, Faros e Oleoplan recolherão o óleo e o encaminharão à reciclagem.

8 de jun. de 2007

Papel artesanal


A oficina de papel artesanal também foi um sucesso. Crianças e pessoas da comunidade puderam aprender a técnica que alia arte e preservação do meio ambiente. A oficina foi ministrada pelo grupo Oficina de Bonecos.

Para quem não pode participar, aí vai a receita (distribuído pela Oficina de Bonecos):

O papel artesanal

História: o papel foi inventado na China em 105 A.C., criado por Ts'ai Lun. Ele descobriu que a camada interna da casca da amoreira misturada a trapos, cânhamo e velhas redes de pescaria podiam ser reduzidos a fibras que, trituradas e emaranhadas, formavam uma folha. Esses materiais eram batidos até se transformarem em uma substância pastosa que era colocada em uma grande tinha e diluída em água onde mergulhava-se um molde raso e poroso. Retirava-se o molde e a água escoava pelo fundo, deixando uma camada de fibras que, ao secar, tornavam-se uma folha de papel. Apenas 100 anos mais tarde o papel se tornaria conhecido por outros povos, mantendo a China o monopólio de sua fabricação.

O papel no Brasil: Em 1809/1810 foi construída a 1ª fábrica de papel no Brasil, em Andaraí Pequeno, RJ. Com excessão do México, nunca antes havia-se confeccionado papel artesanalmente na América Latina. Na década de 80 há uma retomada do papel artesanal como reação política, cultural e ideológica.

Reciclagem: a reciclagem consiste na utilização do papel velho para obtenção do papel novo. Era uma prática limitada até o final da década de 70.Nessa época, a preocupação crescente com a poluição ambiental incentivou o reaproveitamento de detritos sólidos. A reciclagem também recebeu apoio de grupos que insistiam na melhor proteção dos recursos naturais.

O papel leva de 3 a 6 meses para se decompor na natureza.

Algumas razões para que se recicle o papel:
- reduzir custos com a matéria prima;
- economizar recursos naturais: água, madeira, petróleo e eletricidade;
- melhorar a competitividade das usinas que utilizam matéria prima reciclada;
- criar empregos: catadores de papel, sucateiros, donos de depósito, aparistas e industriais;
- diminuir custos de coleta e tratamento de lixo.

O papel pode ser reciclado várias vezes, dependendo do tamanho de suas fibras. Esse processo pode ocorrer de uma forma artesanal ou industrial. Para aproximadamente 50 kg de papel reciclado, poupa-se o corte de uma árvore.
Os melhores papéis para reciclagem são aqueles que oferecem resistência para rasgar. O saco de cimento e papel kraft são celulose de araucária, longas, que ainda não sofreram branqueamento sendo, portanto, excelentes papéis para a reciclagem. O filtro de café de papel é fibra de algodão. Aparas de gráfica, como papéis canson, vergê também se prestam à confecção do papel artesanal. Alguns papéis, entretanto, não se prestam à reciclagem. O papel carbono ou carbonado é extremamente tóxico, bem como o estêncil, que contém chumbo. O Jornal contém muita toxina. O papel couchê brilhante tem celulose pequena e deixa muito resíduo. Papéis laminados, fotográficos, plastificados e encerados devem ser evitados.

Equipamentos e materiais básicos:

- lugar com mesa e pia ou fácil acesso à água;
- 1 liquidificador;
- 1 bacia de pedreiro, ou bacia de verduras da geladeira (ou uma que seja bem maior que o molde)
- 1 molde (retângulo vazado de madeira com tela de mosquiteiro presa com tachinhas ou grampeador) - pode ser encomendado em Porto Alegre na Usina do Papel (Usina do Gasômetro) ou com Walmor (99534057);
- 2 tábuas envernizadas um pouco maiores que o molde;
- 1 balde (para colocar a polpa);
- papéis usados (rascunho, envelope, kraft, cartolina, saco de cimento, filtro de café, etc.);
- 1 esponja;
- 2 pedaços de feltro ou toalha velha (um pouco menor que a tábua);
- 3 sargentos, ou tijolos, ou livros pesados para prensar o papel;
- entretela n° 50 ou 60 sem cola e entretela fina sem cola para fazer o "sanduíche" para prensagem (encontra-se em lojas de tecido);
- varal e prendedores;
- enfeites (lã, linha, erva-mate, flores, folhas, casca de cebola, ervas, barba de milho...);
- cola CMC -carbox-metil-celulose - encontrada em lojas que vendem produtos químicos (em Porto Alegre tem na Farmaquímica - Rua Maranhão 47 / fone: 2123-5299 e na Usina do Papel);
- alúmen de potássio (opcional) - para facilitar o processo de fixação da cor quando o enfeite é fervido;
- copo ou jarra de plástico de 1 litro
- coador.

Como fazer papel artesanal:

1. separar os papéis a serem usados por tipo e cor;
2. rasgar os papéis em pedaços pequenos;
3. deixar de molho por 24h;
4. bater no liquidificador 3 punhados de papel levemente espremidos com 1 litro de água. Bater por 2 minutos até virar um mingau bem homogêneo;
5. escolher o enfeite, ferver por 15 minutos. Coar, lavar e depois ferver novamente por mais 15 minutos para amolecer as fibras e fixar a cor. Após bater no liquidificador ou picar a mão;
6. misturar o enfeite na polpa. 4 litros de polpa rendem mais ou menos 10 folhas A5;
7. Numa bacia colocar água até mais ou menos 4 dedos da borda. Se quiser, colocar meio copo de CMC para o papel ficar mais forte. Para começar colocar 1 litro e meio de polpa, depois ir repondo a polpa a cada 2 papéis;
8. arrumar a cama onde os papéis serão empilhados: tábua - toalha ou feltro - entretela grossa;
9. agitar a água da bacia, mergulhar o molde verticalmente, puxá-lo para cima horizontalmente para colher a polpa. Deixar escorrer a água sem agitar o papel (deixar a água escorrer em um canto do molde);
10. abrir o molde. Virar o molde com a parte do papel encostada na entretela. Secar o exesso de água com uma esponja, levantar um dos lados do molde e dar uma batidinha com as costas da mão para soltar o papel. Colocar a entretela fina, depois a grossa. É importante virar os papéis sempre no mesmo canto pra não estragá-los na hora da prensagem;
11. depois de pronto colocar outra toalha ou feltro e a outra tábua;
12. colocar o peso (sargento, tijolo...), para tirar o excesso de água;
13. pendurar o papel no varal pela parte da entretela para secar (pode ser no sol ou na sombra, só não é recomendado pegar vento);
14. depois das folhas secas é legal prensar de novo para ficar bem compacta, principalmente se quisermos usar para escrever. O ideal é deixar prensando 1 dia inteiro. Para deixar o papel mais lisinho intercalar as folhas com um plástico grosso, como RX usado um pouco maior que o papel (deve ser deixado de molho na clorofina para tirar a tinta).

DICAS:

*Cola CMC - 1 colher de sopa rasa para 1 litro de água. Bater no liquidificador até ficar homogênea. Pode ser conservado mais de um mês na geladeira.
*Alúmen de potássio - ferver por 5 minutos os enfeites com 1 colher de sopa para 1 litro de água.
*Para tingir pode ser usada anilina para tingimento de algodão, tanto na polpa quanto nos enfeites (ferver a polpa ou enfeite com anilina por meia hora - seguir as instruções do produto).
* Todo material usado deve ser lavado, limpo e seco.
* Guarde todo pedacinho de papel que você fizer. Ele pode ser usando em trabalhos de colagem.

29 de mai. de 2007

Programação da Semana do Meio Ambiente 2007

Mais atividades serão desenvolvidas durante a Semana do Meio Ambiente:

- Palestras nas escolas: Benno Breuning, Aparecida.

- Participação do 1° Fórum Estudantil Ambiental do Colégio Gaspar.

- Plantio de flores na Praça da Matriz: Projeto de Meio Ambiente da Pré-escola do Colégio Aparecida (dia 5 - 10h e 14h).






24 de mai. de 2007

Centro Social Raio de Luz


Já faz algum tempo que a Semma está realizando oficinas ambientais no Centro Social Raio de Luz, abordando temas como consciência ecológica, separação de lixo, cuidados com o meio ambiente e saúde, etc. As atividades são quinzenais e cerca de 70 crianças são atendidas. O próximo passo é a criação de uma horta. Para isso contamos com a fundamental ajuda dos técnicos da Secretaria de Agricultura.


Hoje estiveram lá o agrônomo Giovane e o técnico agrícola Gérson Rodrigo explicando como será feita a horta e ensinando como se dá o nascimento de uma semente através da experiência do plantio de feijão e milho.

Mais teatro




Mais uma sessão e o teatro estava completamente lotado. Obrigada às escolas que compareceram!

22 de mai. de 2007

Aprender a preservar

Dentre as atividades programadas para a comemoração dos 116 anos do município, a peça teatral encomendada pela Semma "Aprendendo a Preservar, uma questão de consciência" do grupo venâncio-airense Ecos da Periferia se demonstrou uma agradável surpresa.

A peça tem como objetivo tratar de uma forma direta e bem humorada a questão da necessidade da preservação ambiental. A sua estréia foi muito aplaudida por alunos e professores e todas as sessões estão lotadas.



Folha do Mate de 15 de maio de 2007


Teatro integra programação de aniversário do município


27 de abr. de 2007

Visita à Semma

Alunos da Escola Brígida estiveram na Semma conversando com o Secretário sobre o lixo em Venâncio Aires.


Caminhada pela paz

Dia 4 de abril houve em Venâncio Aires a caminhada pela paz com o tema: Paz e Meio Ambiente. Nessa caminhada participaram diversos alunos, professores e entidades. Foi uma ação muito bonita. Olhem as fotos!






16 de abr. de 2007

Tolerância: chave para a boa convivência



“Conversar con todo el mundo. No temer el contagio de los adversos. Ningún conflicto es un túnel cerrado y la luz del entendimiento puede entrar por los dos extremos.”

Pablo Neruda

***

A tolerância é, sem dúvida, a chave para uma convivência harmônica e produtiva entre seres vivos co-habitantes do Planeta Terra.
Essa afirmação, aparentemente um pouco ampla, poderia nortear a postura dos seres humanos frente a natureza e apaziguar conflitos históricos.
A forma como as coisas sempre foram feitas, em si, não justifica que as ações continuem sendo realizadas da mesma maneira. Isso significa dizer que todo o cidadão deveria repensar o porquê de agir de uma ou de outra forma, avaliando cruamente as motivações e desejos.
Quando falamos em meio ambiente temos uma questão cultural muito forte e conceitos arraigados, mas que hoje podem ser injustificados. As ações e formas de fazer e pensar transmitidas ao longo das gerações parece prevalecer, em muitos casos, ao estudo científico e discursos para preservação do meio ambiente.
O que quero dizer com tudo isso? De maneira simples: não é mais possível aceitar algumas situações comuns num passado não muito distante. Hoje caçar é crime, assim como desmatar. E porque se tornou um ato criminoso se era uma prática tão comum, aceita e amplamente praticada? Justamente por esses motivos. Animais foram caçados sem nenhum controle, sem nenhum cuidado. Espécies foram dizimadas, seja por sua utilidade, seja por não serem “úteis”. A mata nativa, outrora exuberante, foi completamente explorada, restando pequenas manchas que, apesar do tamanho, ainda desempenham um papel fundamental para todos os seres vivos do Planeta.
Hoje as florestas, os cursos d´água e todos os recursos naturais estão acima do direito privado de um cidadão. O meio ambiente é direito de todos e, sendo assim, sua proteção é uma obrigação coletiva. Ações isoladas parecem pequenas justamente porque são avaliadas isoladamente, mas quando agrupadas percebe-se sua dimensão.
Desta forma, a tolerância é um conceito que vai além do próprio termo, não devendo ser entendida apenas como o ato de “suportar”, mas sim como uma nova forma de ver a vida, respeitando outros seres, outras opiniões, não bastando apenas escutar o outro, mas principalmente compreender o outro, avaliar seus motivos e argumentos e, com isso, repensar os nossos próprios conceitos. Parece simples, mas não é. Colocar-se no lugar do outro verdadeiramente é um desafio, ponderar é primordial. A busca pela plena satisfação dos nossos desejos deve ser precedida por uma avaliação criteriosa. Dentro de uma sociedade há regras estabelecidas, algumas claras, outras sutis. Para o que não há regra, há o bom senso.
A briga pela defesa do meio ambiente deveria ser uma ação coletiva, visto que a degradação da mesma gerará implicações para todos os seres vivos – e não somente para uns ou outros. A poluição do ar, da água, o aquecimento global atinge a todos, independente de dinheiro, de poder, de credo.
Conservar a natureza é uma questão de atitude, tolerância e respeito. Exemplos simples: as árvores não são meros objetos criados para satisfazer aos nossos desejos e necessidades. Elas existem por si mesmas, respiram, reproduzem-se. Algumas árvores podem sobreviver muitos anos. Elas não são meros elementos decorativos, fornecedores de sombra ou proteção. Muitas vezes recebemos solicitações para corte de árvores para realçar a fachada de algum empreendimento, ou porque dão muito trabalho para limpar a calçada quando perdem folhas. É nesses casos que se percebe a necessidade de uma grande dose de tolerância e respeito. É claro que varrer a calçada diariamente gera trabalho, mas aquela árvore está ali, às vezes há mais tempo que nós, fornecendo sombra, proteção ao vento, beleza... Não é uma questão de substituí-la por outra. Seres são insubstituíveis e a maioria tem defeitos e qualidades. Assim, o relacionamento entre seres humanos ou não, deve estar aberto aceitar os defeitos, respeitá-los, valorizar as qualidades e conviver com tudo isso. Não estamos falando em radicalismos! Há caso de árvores danificando prédios, ameaçando cair sobre casas... ok! Certamente não é culpa delas, foram plantadas em locais inadequados, mas para garantir a segurança são retiradas. Mas esse tipo de atitude não deve ser a regra, deve ser a exceção. O mesmo pode-se dizer dos animais. Alguns deles estão próximos de nós, convivem conosco. Ótimo! Isso é muito bom! E porque temos que tomar alguma atitude? Porque sempre que vemos um animal pensamos que temos que fazer alguma coisa (pro bem deles ou pro fim deles)? Na maioria das vezes eles estão bem onde estão e muitas vezes só de passagem... Então porque não tolerar sua presença? E quem sabe até usufruir dela?
O segredo da convivência é a tolerância, mas para que isso seja possível é preciso que cada um de nós esteja disposto a fazer a sua parte.

(Bióloga Mariana Faria Corrêa)

5 de jan. de 2007

Preás


RESPOSTA À COLUNA DO SR. SELVINO HECK (encaminhada à Folha do Mate hoje)

Na última coluna publicada pelo Senhor Selvino Heck na Folha do Mate dia 05/01/2007, sob título de “Os preás do Sul e os do Norte”, há o relato da intenção de sua sobrinha em capturar e manter em cativeiro preás, animais silvestres, protegidos por lei.

Como homem do Governo, certamente o Sr. Selvino conhece a legislação vigente em nosso país e, mais do que isso, como político, sabe a importância que tem a palavra escrita no auxílio da formação do caráter e da conduta dos cidadãos.

O fato narrado está longe de ser incomum e, isoladamente é muito provável que a captura de um ou dois preás não represente grande ameaça à espécie. Apesar disso, a Secretaria de Meio Ambiente vem se esforçando com ações e divulgação de informações a fim de esclarecer e, de alguma forma, conscientizar o máximo de pessoas possível de que não se deve caçar, manter em cativeiro, comprar, vender ou maltratar animais silvestres. E não apenas porque é crime ou porque está na lei, mas, principalmente, porque atingimos um estágio crítico para a conservação do meio ambiente. Na atual circunstância, em que já perdemos quase tudo (hoje da Mata Atlântica original, por exemplo, restam apenas 5%) e continuamos destruindo sem parar, qualquer planta, qualquer animal, um preá que seja, é de inestimável valor para a conservação do que restou e que ainda hoje está muito longe de ser efetivamente protegido.

Sendo assim, nos vemos em uma situação de tamanha degradação que não é exagero acreditar que nossos filhos não conhecerão plantas e animais citados por nossos avós. Há não pouco tempo, estilingues eram presentes comuns dados aos meninos, animais eram capturados em armadilhas pelo simples prazer de mantê-los em cativeiro, observá-los. Hoje, é inadmissível que continuemos estimulando a morte de aves e outros animais como fator de divertimento.

O cuidado e o amor pela natureza vêm do ambiente familiar, da educação que damos às crianças e da forma como agimos em nossa casa, na nossa vida. Mais do que ensinamentos, precisamos de exemplos, única forma de gerar cidadãos conscientes, alertas e comprometidos. Isso vale para tudo.


Secretaria de Meio Ambiente
Venâncio Aires, RS


Gambás

Venâncio Aires, Janeiro de 2007


A Secretaria do Meio Ambiente tem atendido a diversas ocorrências com a fauna silvestre. Recentemente, na noite do dia 25 de dezembro, fomos avisados da existência de uma gambá morta na avenida Ruperti Filho, fato comum na cidade. O Incomum é que ela estava com vários filhotes e havia sido atropelada e morta dia 23. Os filhotes, ainda vivos, estavam ao lado dela, ao relento e permaneceram lá até que foram recolhidos, aquecidos e alimentados pelos técnicos da SEMMA. Apenas dois filhotes foram encontrados. Infelizmente os animais morreram cinco dias depois, eram muito jovens e muito frágeis. Esse fato nos chamou a atenção porque os pequenos animais ficaram durante dois dias à mercê das intempéries, sem que nada fosse feito pelos diversos pedestres que o viram ali. Alguns deles ligaram para alguns órgãos tentando resolver a situação dos filhotes e do mal-cheiro ocasionada pelo corpo da gambá em decomposição. Mas o que fazer nessas situações? Como em tudo na vida deve prevalecer o bom senso. Todos sabem que não se deve ter animais silvestres em casa, mas nesse tipo de situação, recolher esses animais enquanto procura-se ajuda dos órgãos competentes provavelmente os teria salvado. Mais do que comida, filhotes precisam ser aquecidos e é muito provável que pudessem ter sido recuperados se não estivessem tão debilitados pelo tempo em que ficaram ao relento (Mariana Faria Corrêa – Bióloga).

***

INFORMES DA SEMMA

Reposição Florestal: o Setor de Manejo Florestal informa que a partir de abril estará realizando vistorias para cobrança das reposições florestais, tanto na cidade quanto no interior, dos alvarás emitidos a partir do ano de 2001. Quem ainda não realizou o plantio das mudas estará sujeito às penalidades previstas em lei. Informações sobre débitos florestais podem ser obtidas pelo telefone da SEMMA.

Limpeza de Terrenos: a SEMMA informa aos proprietários de terrenos na cidade de Venâncio Aires que devem realizar a total limpeza e remoção dos resíduos dos mesmos. A limpeza deve ser realizada através de roçada, sendo proibido o uso de veneno e queimadas. Também não é permitido o corte de árvores que, caso seja necessário, deve ser autorizado previamente pela SEMMA. Terrenos não limpos serão notificados a procederem a limpeza e estão sujeitos à aplicação de multas. Denúncias podem ser feitas ao setor de fiscalização da SEMMA.

Fauna silvestre: a caça, a captura, a manutenção em cativeiro, a venda ou a compra, maus-tratos e quaisquer outras ações sobre a fauna silvestre sem prévia autorização dos órgãos competentes é crime, com punições previstas em lei. Se você tem alguma dúvida sobre esse assunto, entre em contato com a SEMMA. Animais silvestres mantidos em cativeiro ilegalmente podem ser voluntariamente entregues na SEMMA para adequada destinação, ficando o responsável pela entrega isento das sanções da lei, sendo essa a única forma de legalizar a situação.

Mudança de atitude

Venâncio Aires, Dezembro de 2006




A SEMMA deseja a todos um FELIZ NATAL e que em 2007 cada um possa fazer ainda mais pela conservação da natureza. BOAS FESTAS!

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MUDANÇA DE ATITUDE

O novo conceito de desenvolvimento, tomando por base a tese de que é possível desenvolver sem danificar o meio ambiente, coloca em pauta o modelo atual de desenvolvimento econômico, considerado injusto socialmente. Para atingir este estágio de mudança, há a necessidade de material humano qualificado para atuar nesta área, isto esbarra no imediatismo aplicado pelos empreendedores, onde a falta de dinheiro e de tempo servem como justificativa.
Nos últimos anos, as questões ambientais têm exercido maior influência nos custos econômicos e a proteção do meio ambiente têm se tornado um importante campo de atuação dos empresários e da população de modo geral. Devido a maior conscientização de parcela da população mundial, a produção sustentável e o desenvolvimento de produtos são desafios para as empresas e seus dirigentes. As atividades industriais sofreram alterações radicais com conseqüências significativas, principalmente com a introdução das normas de gestão pela qualidade ambiental.
A adoção de sistemas de gestão ambiental é a resposta esperada pelas empresas para minimizar os impactos ao Meio Ambiente, isto representa mudança de atitude dos empresários e equipe de funcionários. Grande parte desta mudança é motivada pela globalização das questões ambientais e adoção de práticas que integram o meio ambiente e a produção. As empresas que adotaram algum sistema ecológico de gestão estão colhendo benefícios dentre os quais se destacam: menores riscos de infrações e multas; a melhoria da imagem perante a população e clientes; redução dos custos ambientais; diminuição de passivos ambientais; produto diferenciado; aumento de produtividade; melhoria da competitividade.
O princípio da prevenção da poluição determina que a geração de resíduos seja evitada na fonte, a partir de reorientação do processo e produto, de técnicas de reutilização, reciclagem e reaproveitamento de materiais e produtos, prolongamento da vida útil, e do retorno das embalagens após o uso. A atitude passa a ser a adoção da teoria dos 3 R’s quando se tratam do assunto resíduo: Reduzir a geração de resíduos, Reutilizar o resíduo, Reciclar o resíduo. Em outras palavras, modificar o processo para minimizar/acabar com o resíduo; valorizá-lo reaproveitá-lo e agir nas fontes geradoras; minimizar a emissão; e, só em último caso, tratá-lo e descartá-lo. Os gestores que passam a preocupar-se com as questões ambientais assumem a sua interferência sobre o meio ambiente. Uma nova postura passa a ser adotada com relação aos processos executados, questionando como os processos produtivos interagem com o meio ambiente.
Os danos imputados ao meio ambiente têm abrangência universal, atingindo a todos, independente da sua classe social, situação econômica ou local de moradia. As classes menos favorecidas sentem com maior intensidade os impactos, sejam problemas como poluição da água e do ar, rompimento da camada de ozônio e contaminação de alimentos, por exemplo, porem não há distinção de grupos sociais. (Fernando Heissler – Eng° Agrônomo)

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CONHEÇA ESSA ESPÉCIE
Nome popular: Quaresmeira
Nome científico: Tibouchina mutabilis
Origem: Mata Atlântica
Descrição: Árvore de pequeno porte muito usada na arborização pública por sua beleza. Suas flores, muito abundantes entre novembro e fevereiro, mudam de cor a medida que envelhecem, estando presente na mesma plantas flores brancas e rosas em várias tonalidades.
Propagação e cultivo: sementes.