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12 de dez. de 2008

Operação Castelhano

Por coincidência ou não, exatamente um ano após o evento de mortalidade de peixes ocorrido no arroio Castelhano que vitimou milhares de peixes de diversas espécies, dia 2 de dezembro, a equipe da Secretaria de Meio Ambiente foi novamente acionada para verificar uma ocorrência na altura do campinho da Batistti. Prontamente, a equipe formada pela bióloga Mariana, o fiscal Marcos, o acadêmico de biologia Jander e a acadêmica de engenharia ambiental Thaís, se dirigiu até o local onde constatou o fato. Vários pontos do arroio foram vistoriados por terra a fim de identificar a proporção dessa mortalidade.
Para não perder-se tempo as tarefas foram divididas. A Central Analítica da Unisc, contratada pela Semma, foi chamada para realizar coletas e análises da água. No dia seguinte, acompanhado pela Thaís, técnico da Unisc amostrou quatro trechos do arroio.
A outra equipe, formada por Mariana, Marcos e Jander, tratou de providenciar equipamentos para, mais uma vez, descer as águas poluídas do arroio Castelhano. A bordo de um barquinho de fibra a remo, equipados com um GPS, máquina fotográfica, coletes salva-vidas e alguns suprimentos, às 9h da manhã do dia 4 de dezembro, na altura da ponte da linha Olavo Bilac, iniciou-se a viagem. Durante oito horas a equipe percorreu aproximadamente 9,5 km e registrou diversos focos de desmatamento, erosão, assoreamento, lixo, descarga irregular de esgoto, construções irregulares de passagens e grande quantidade de entulhos. Também foram identificados os pontos de mortalidade de peixes. O objetivo da viagem foi mapear as áreas e investigar as possíveis causas dessa mortandade. Apesar de diversas irregularidades também foram registrados bons momentos, como um esquilo nas margens do arroio, muitas aves, especialmente martins-pescadores, e algumas áreas de mato ainda bem preservadas.
Às 17 horas, próximo ao final da rua sete de setembro (antigo lixão), a excursão teve que ser interrompida. A quantidade de lixo era tão grande que não houve forma de transpor a embarcação e seguir a viagem. Em terra, o Agrônomo Giovane orientou a equipe sobre sua localização e, juntamente com o motorista da Semma, seu Olívio, foram ao seu encontro.
O restante da semana foi dedicado a analisar os dados coletados e fazer vistorias a empresas.
Ao que tudo indica esse evento de mortalidade, ao contrário do ano anterior, não ocorreu por uma diminuição do oxigênio na água, conseqüência do aumento de matéria orgânica, entre outros fatores. Por vários motivos, a Semma acredita tratar-se de algum despejo irregular de um produto químico. Apesar disso, não há risco para a população e o efeito do produto foi localizado e pontual.
A Semma continua investigando e deve notificar algumas empresas a partir dessa semana. Além disso, o setor de fiscalização e controle está apurando a responsabilidade dos danos identificados durante a vistoria no castelhano, como o depósito irregular de pneus, desmatamentos das margens e deve tomar providências para punir os infratores e reparar os danos.









2 de out. de 2008

Recuperação ambiental da Sanga da Areia

Secrataria iniciou em setembro projeto de recuperação da Sanga da Areia.

Após renovação da licença de operação do Parque do Chimarrão, a Semma iniciou um trabalho de recuperação da margem da Sanga da Areia, a começar pelo Parque. Toda área de preservação permanente foi isolada com tela e diversas árvores foram plantadas, inclusive espécies imunes ao corte. Alguns butiás também foram transplantados, oriundos de licenciamentos ou resgates, as edificações foram removidas e os entulhos estão sendo retirados e moradores irregulares estão sendo relocados.

Mas não são apenas essas as ações. Visando uma melhoria global, estão sendo visitados todos os proprietários e empresas próximas à sanga. Nos casos mais graves, quando há necessidade de autuação por danos ambientais, é exigido reparação do dano e implantação de um projeto de recuperação da área.

Com relação ao saneamento, em conjunto com a Fepam, estão sendo realizadas vistorias às empresas do Distrito Industrial para avaliar como é o sistema de esgoto.

MONITORAMENTO DA ÁGUA

Em um projeto que propões-se a ser contínuo a Semma iniciou o programa de monitoramento ambiental das águas da Sanga da Areia (próximo ao parque),Sanga do Cambará (na Pedro Grunhouser) e Arroio Castelhano (Linha Herval, Passo da Cananéia, Olavo Bilac e RST 453).



Serão avaliado a cada dois meses os seguintes parâmetros:

- DBO
- DQO
- Fósforo total
- Nitrogênio total kjeldahl
- Nitrogênio amoniacal
- Óleos e graxas
- Oxigênio dissolvido
- pH
- Coliformes Totais

Todos os dados serão publicados no blog e poderão ser acompanhados pela população.

Essa semana, a equipe da Semma fez um relatório fotográfico sobre a situação da Sanga da Areia e outra sem denominação que ocorrem no Distrito Industrial. Esse relatório foi repassado à Fepam para medidas conjuntas.

Essa é a situação atual da sanga da areia no distrito industrial:



9 de jun. de 2008

Plantio no Castelhano

Encerrando as atividades da Semana Municipal de Meio Ambiente, 400 mudas nativas foram plantadas nas margens do arroio Castelhano.




29 de fev. de 2008

O Arroio Castelhano ainda está vivo, mas até quando?

Essa semana a Secretaria de Meio Ambiente entregou ao Ministério Público o relatório final que aponta as possíveis causas de mortandade de peixes em dois eventos ocorridos em dezembro do ano passado no arroio Castelhano.
Nesse relatório há uma série de informações, inclusive as análises de água e dos peixes que foram realizadas durante a mortandade, a análise de água realizada em 1999 e 2000, análises de água fornecidas pela Corsan, relatório de vistoria ao arroio, relatório de vistorias a empresas e atendimento a denúncias, entre outros.
Através dos dados levantados traçou-se uma análise criteriosa tentando esclarecer as possíveis causas para a mortandade, com o objetivo de identificar esses fatores e quem os teria produzido.
Desde o ocorrido, muitos esperam ansiosamente pela conclusão do relatório para a identificação e punição do ou dos culpados pelo crime. Essa seria a solução mais simples, mas objetiva e pontualmente sanada.
O fato é que, após diversas avaliações, não foi encontrado o culpado, ou melhor, UM culpado. Todos os fatores apontam para um conjunto de fatores que, somados à falta de tratamento de esgoto, possivelmente tenham desencadeado os eventos. Fatores como altas temperaturas, alterações na vazão do arroio (seja pela estiagem ou a retirada irregular de água do mesmo), aumento de peixes pelo evento da Piracema e conseqüente diminuição drástica do Oxigênio Dissolvido na água são as causas mais prováveis para a morte súbita desses animais. Nesse caso, a culpa é compartilhada e difusa e nada garante que não possa voltar a ocorrer.
Apesar das recorrentes agressões que sofre diariamente nosso Castelhano ele continua tentando manter-se vivo e em condições mínimas para garantir a existência de vida no arroio. A mortandade trouxe, ainda que por vias tortas, um pouco mais de informações sobre a diversidade de peixes que habita suas águas e, de certa forma, despertou a atenção de alguns cidadãos mais comprometidos com sua conservação.
Em vistoria feita ao arroio, de barco, foi possível ver o estado em que se encontra o Castelhano e as diversas agressões que sofre ao longo de seu percurso. Não é preciso ir até lá para constatar o que estamos falando, basta observar a imagem de satélite disponível na internet. As margens estão degradadas. Há locais onde não há qualquer vegetação. Esse é mais um dos problemas que teremos de enfrentar. É imperativo que os proprietários das margens do arroio façam a recuperação da mata ciliar que, por lei e para a própria manutenção do arroio, deve ser de 30 metros em cada margem. Essa zona chamada de área de preservação permanente (APP) tem como objetivo evitar erosão, assoreamento, diminuir o material carreado para o arroio e permitir que haja vida tanto nas margens quanto no próprio arroio que também depende do ambiente externo.
Há quem defenda o abandono do Castelhano por considerá-lo morto. Esse tema já foi debatido diversas vezes. Nós da Semma pensamos o contrário. O Castelhano está vivo e precisando de socorro e cabe ao poder público e a cada cidadão tomar providências para ajudá-lo. A maior delas deve começar ainda esse ano, que é a instalação de rede cloacal, mas caberá a cada um colaborar com esse processo. Outras atitudes simples como separar o lixo corretamente certamente refletirão na recuperação do arroio. A Semma trabalhará arduamente, mas espera poder contar com a participação de todos.

(Bióloga Mariana Faria Corrêa)

26 de dez. de 2007

Atualização da lista de espécies

Lista de espécies atualizadas:

Mortandade de 2 de dezembro

1. Hypostomus aspilogaster - cascudo
2. Pimelodus maculatus - pintado
3. Astyanax sp1 - lambari (espécie ainda não descrita)
4. Oligosarcus robustus - branca
5. Cyphocharax voga - birú
6. Crenicichla punctata - joana
7. Gymnogeophagus gymnogenys - cará
8. Rhamdia aff quelen - jundiá
9. Rineloricaria strigilata - cascudinho, violinha
10. Geophagus brasiliensis - cará
11. Rineloricaria aff microlepidogaster - cascudinho, violinha
12. Astyanax sp2 - lambari (espécie não descrita)
13. Hemiancistrus punctulatus - cascudo
14. Ancistrus brevipinnis- cascudo
15. Astyanax jacuhienses - lambari
16. Cyprinos carpio - Carpa húngara - EXÓTICA
17. Ctenopharyngodon idella - Carpa capim - EXÓTICA
18. Ictalurus punctatus - catfish do canal (espécie de criação proibida) - EXÓTICA

Mortandade de 23 de dezembro

1. Hoplias malabaricus - traíra
2. Pimelodus maculatus - pintado
3. Gymnogeophagus sp - cará
4. Steindachnerina sp - birú
5. Crenicichla punctata - joana
6. Rhamdia aff quelen - jundiá
7. Rineloricaria sp - cascudinho, violinha



Mais mortes

Ainda não foi finalizado o relatório sobre a morte dos peixes no arroio Castelhano no início do mês e já temos um novo caso a elucidar. Durante a tarde deste domingo (dia 23/12) vários peixes foram encontrados mortos no arroio, na altura da ponte para Lajeado.

Ao contrário da outra vez, os técnicos da Secretaria foram rapidamente acionados. A Patram e a Emergência da FEPAM também foram chamadas e o Ministério Público também esteve no local.

O ictiólogo Fábio Silveira Vilella trabalhou voluntariamente em conjunto com os técnicos da Semma e Fepam até as 3h da manhã coletando água e peixes que foram no mesmo dia encaminhados para análise no Laboratório Laborquim, de Canoas, que prontificou-se a fornecer todo material necessário à coleta.

A Semma aguarda agora o resultado das análises para prosseguir com as investigações.

Ainda não se conhece as causas dessa nova mortalidade, mas recomendamos que não sejam consumidos os animais oriundos do arroio.

Qualquer informação ou denúncia pode ser feita pelo telefone 39831034.

13 de dez. de 2007

Peixes mortos no arroio castelhano




A Fepam e a Secretaria de Meio Ambiente ainda tentam descobrir o que causou a mortalidade de diversas espécies de peixes no arroio castelhano na semana passada.


O que se sabe até o momento é que pelo menos 18 espécies foram afetadas, 15 delas nativas do RS.


As análises de água ainda não estão prontas, mas em breve poderão ser analisadas.


Os peixes foram identificadas pelos biólogos Fábio Silveira Vilella, especializado em peixes e que ajudou a atender a ocorrência e José Pezzi, especializado em taxonomia de peixes.


As espécies identificadas foram:


1. Hypostomus aspilogaster - cascudo

2. Pimelodus maculatus - pintado

3. Astyanax sp1 - lambari (espécie ainda não descrita)

4. Oligosarcus robustus - branca

5. Cyphocharax voga - birú

6. Crenicichla punctata - joana

7. Gymnogeophagus gymnogenys - cará

8. Rhamdia aff quelen - jundiá

9. Rineloricaria strigilata - cascudinho, violinha

10. Geophagus brasiliensis - cará

11. Rineloricaria aff microlepidogaster - cascudinho, violinha

12. Astyanax sp2 - lambari (espécie não descrita)

13. Hemiancistrus punctulatus - cascudo

14. Ancistrus brevipinnis- cascudo

15. Astyanax jacuhienses - lambari


16. Cyprinos carpio - Carpa húngara - EXÓTICA

17. Ctenopharyngodon idella - Carpa capim - EXÓTICA

18. Ictalurus punctatus - catfish do canal (espécie de criação proibida) - EXÓTICA

Morte no Castelhano

Ilha de lixo no meio do arroio, bloquendo passagem
Margens sem vegetação, erosão e assoreamento

3 km "navegando" o arroio Castelhano

Acabamos de completar uma semana desde que milhares de peixes foram encontrados mortos, boiando nas águas do arroio Castelhano. Pelo menos 18 espécies foram atingidas, muitas delas estágio reprodutivo, já que estamos na época de piracema, quando a pesca é proibida.
O dano ao arroio é incalculável. Não só porque morreram peixes mas também pelo acúmulo de matéria orgânica advinda desse evento.
E quem foi o culpado? Ainda não há resposta para essa pergunta. É certo que o crescimento da cidade e todo os dejetos associados podem ter contribuído. Talvez algum produto químico despejado ilegalmente no arroio. Talvez veneno aplicado a alguma lavoura. Ainda não temos a resposta, mas continuamos a investigar.
E quem foram as vítimas? Engana-se quem pensa que apenas os peixes foram prejudicados...
Que o Arroio já não andava bem todos sabíamos, mas nessa sexta-feira de manhã, pela primeira vez, “naveguei” nas águas desse arroio tão importante para nossa cidade (obrigada ao Paulo Schwertner e funcionários). Esperava encontrar algum lixo, claro, alguma degradação. Mas o que vi foi triste e chocante.
Milhares de garrafas PET, frascos de remédio, calçados, restos de couro, embalagem de veneno e tudo o que se puder imaginar, inclusive um leitão apodrecendo dentro de um saco...
Margens descaracterizadas, trechos assoreados. Como resultado, em quase cinco horas de navegação conseguimos seguir um trecho de apenas três quilômetros, não havendo como prosseguir. Vejam as imagens...
A proteção e recuperação do Castelhano é URGENTE e deve ser abraçada por cada um de nós.
ATENÇÃO!
Em caso de mortalidade ou alterações no arroio entre em contato imediatamente com as autoridades locais. Quanto antes o dano for verificado, maiores as chances de identificar a causa e conter os impactos.