13 de fev. de 2007
Corujão
8 de jan. de 2007
Tartarugas

Bugios
Bugios-ruivo (Alouatta guariba)
Essa fêmea de bugio-ruivo foi encontrada na área urbana de Venâncio Aires, sendo mal tratada por crianças. Ela estava toda machucada, sem uma das mãos, com a outra necrosada e ferimentos graves nos pés e na cauda. Tudo indica que ela tenha sido eletrocutada na rede elétrica. Após recolhida e examinada, o veterinário que auxilia voluntariamente a SEMMA, Luciano Frozza, teve de amputar a outra mão. O Animal estava em péssimo estado, com dor e muito apático e teve de ser sacrificado alguns dias depois.
Essa fêmea teve mais sorte... Foi encontrada em Linha Tangerinas, após ser atacada por cães ao descer de uma árvore. Como não há bugios na localidade e o animal era relativamente manso, acreditamos que tenha fugido da casa de alguém. O animal foi capturado pelos moradores que avisaram a SEMMA. Por sorte a fêmea não estava ferida, somente muito assustada e faminta. Após alimentada e tratada foi encaminhada a um criadouro conservacionista. Atualmente vive em um grande recinto ao lado de um macho e, pelo que temos notícias, ambos estão bem.
5 de jan. de 2007
Gambás
A Secretaria do Meio Ambiente tem atendido a diversas ocorrências com a fauna silvestre. Recentemente, na noite do dia 25 de dezembro, fomos avisados da existência de uma gambá morta na avenida Ruperti Filho, fato comum na cidade. O Incomum é que ela estava com vários filhotes e havia sido atropelada e morta dia 23. Os filhotes, ainda vivos, estavam ao lado dela, ao relento e permaneceram lá até que foram recolhidos, aquecidos e alimentados pelos técnicos da SEMMA. Apenas dois filhotes foram encontrados. Infelizmente os animais morreram cinco dias depois, eram muito jovens e muito frágeis. Esse fato nos chamou a atenção porque os pequenos animais ficaram durante dois dias à mercê das intempéries, sem que nada fosse feito pelos diversos pedestres que o viram ali. Alguns deles ligaram para alguns órgãos tentando resolver a situação dos filhotes e do mal-cheiro ocasionada pelo corpo da gambá em decomposição. Mas o que fazer nessas situações? Como em tudo na vida deve prevalecer o bom senso. Todos sabem que não se deve ter animais silvestres em casa, mas nesse tipo de situação, recolher esses animais enquanto procura-se ajuda dos órgãos competentes provavelmente os teria salvado. Mais do que comida, filhotes precisam ser aquecidos e é muito provável que pudessem ter sido recuperados se não estivessem tão debilitados pelo tempo em que ficaram ao relento (Mariana Faria Corrêa – Bióloga).
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INFORMES DA SEMMA
Reposição Florestal: o Setor de Manejo Florestal informa que a partir de abril estará realizando vistorias para cobrança das reposições florestais, tanto na cidade quanto no interior, dos alvarás emitidos a partir do ano de 2001. Quem ainda não realizou o plantio das mudas estará sujeito às penalidades previstas em lei. Informações sobre débitos florestais podem ser obtidas pelo telefone da SEMMA.
Limpeza de Terrenos: a SEMMA informa aos proprietários de terrenos na cidade de Venâncio Aires que devem realizar a total limpeza e remoção dos resíduos dos mesmos. A limpeza deve ser realizada através de roçada, sendo proibido o uso de veneno e queimadas. Também não é permitido o corte de árvores que, caso seja necessário, deve ser autorizado previamente pela SEMMA. Terrenos não limpos serão notificados a procederem a limpeza e estão sujeitos à aplicação de multas. Denúncias podem ser feitas ao setor de fiscalização da SEMMA.
Fauna silvestre: a caça, a captura, a manutenção em cativeiro, a venda ou a compra, maus-tratos e quaisquer outras ações sobre a fauna silvestre sem prévia autorização dos órgãos competentes é crime, com punições previstas em lei. Se você tem alguma dúvida sobre esse assunto, entre em contato com a SEMMA. Animais silvestres mantidos em cativeiro ilegalmente podem ser voluntariamente entregues na SEMMA para adequada destinação, ficando o responsável pela entrega isento das sanções da lei, sendo essa a única forma de legalizar a situação.
Gato-do-mato
Todos os felinos silvestres estão na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul. O filhotinho, provavelmente da espécie Leopardus tiginus (gato-do-mato-pequeno), está enquadrado na categoria vulnerável. As principais causas de ameaça a essa espécie são: destruição e fragmentação da floresta, caça, captura com armadilhas, atropelamento em rodovias e o comércio de peles, comum no passado.
O QUE FAZER QUANDO ENCONTRAR FILHOTES DE ANIMAIS SILVESTRES?
É comum encontrar filhotes de várias espécies de animais aparentemente “perdidos”, especialmente nessa época do ano. Entretanto, mesmo bem intencionados, muitas vezes estamos causando um grande mal, isso porque, sem querer, podemos estar separando o filhote da sua mãe.
Duas situações comuns são:
1. o filhote está ficando independente e começa a explorar o ambiente a sua volta, às vezes se afastando de sua mãe. Essa exploração não dura muito tempo e logo ambos se encontram. Algumas vezes, quando assustados (por um carro, por exemplo), a mãe se esconde, mas o bebê, que ainda é muito inexperiente, fica sem saber o que fazer. Em situações normais, assim que a ameaça cessa, a família se reencontra;
2. mães deixam seus filhotes abrigados (em ocos, tocas, ninhos, embaixo de folhas ou em algum lugar que considerem seguro) e vão buscar alimentos ou realizar alguma outra atividade. Logo ela estará de volta para amamentar/alimentar a cria.
Dessa forma, antes de recolher um animal, faça a seguinte avaliação: qual o estado de saúde do animal (isso vale para adultos e filhotes)?
a) Se está bem e não apresenta ferimentos é provável que sua mãe esteja por perto (se for um filhote). O melhor a fazer é observar de longe o comportamento do animal, sem assustá-lo. É possível que ele siga seu caminho e não seja preciso intervir.
b) Se ele estiver ferido ou doente, então é melhor recolhê-lo com cuidado (não esqueça que são animais silvestres) e entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente para tomada de providências.
Telefone da SEMMA: 39831034 ou e-mail pmvasemma@pmva.com.br
Cocotas apreendidas
Ter animais silvestres em cativeiro é crime!
A lei 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, determina que com relação à fauna silvestre é CRIME matar, perseguir, caçar ou utilizar espécies nativas ou migratórias, bem como impedir a procriação, modificar, destruir ou danificar ninhos, abrigos ou criadores naturais, vender, expor à venda, adquirir, guardar, transportar ou manter em cativeiro espécies de animais silvestres sem a devida autorização. Também é considerado crime maltratar, abusar, ferir ou mutilar animais silvestres ou domésticos, assim como pescar no período de defeso.
São animais silvestres: passarinhos (cardeal, trinca-ferro, canário-da-terra, azulão, entre outros), papagaios, araras, cocotas, macacos, bugios, sagüis, aranhas, escorpiões, cobras, tartarugas, lagartos, gatos-do-mato, cachorros-do-mato, gambás e qualquer outro nativo do Brasil encontrado em ambientes naturais.
O que fazer?
ENTREGA VOLUNTÁRIA: Não há como legalizar a manutenção de animais silvestres em cativeiro, assim, a melhor forma de regularizar a situação é procurar a Secretaria do Meio Ambiente (rodoviária nova/ 39831034) ou o IBAMA e proceder a entrega voluntária desses animais, os quais serão destinados adequadamente;
DENÚNCIAS: denúncias sobre crime contra a fauna podem ser feitas diretamente à Secretaria do Meio Ambiente: 3893-1034; MP Venâncio Aires: 3741.2980, PATRAM (Rio Pardo): 51. 3731.4822, IBAMA (Linha Verde): 0800.618080 ou pelo 190.
