6 de out. de 2008

Parque do Chimarrão


Continuam os trabalhos de recuperação da área de preservação permanente do Parque do Chimarrão.
Enquanto a cerca está quase terminada, os técnicos da Secretaria têm se dedicado a plantar e limpar a APP. Vários sacos de lixo já foram retirados do local.
Hoje a tarde, os técnicos aproveitaram o bom tempo para limpar uma pequena sanga localizada ao lado da copa do CTG Erva-mate. De lá foram retirados sacos plásticos, garrafas, restos de construção, copos e muitos outros entulhos. A grande surpresa foram os diversos peixinhos encontrados na sanga, as toquinhas de lagostins de água-doce, provavelmente da espécie Parastacus brasiliensis, considerada ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul e do esquilo que veio fiscalizar o trabalho.



Pequenos cientistas



Estamos quase chegando no dia das crianças. Para homenageá-las vamos dedicar mais uma vez esse espaço a elas. Hoje vamos ensinar para pais, alunos e professores mais algumas atividades interessantes que podem ser feitas pelas crianças e que ajudam a estudar a natureza e ao mesmo tempo podem ser muito divertidas. Na coluna passada falamos sobre tintas naturais. Hoje vamos aprender a registrar pegadas de animais silvestres.

Os animais silvestres são ariscos, tímidos e a maioria deles têm hábitos noturnos. Sendo assim, é muito difícil que você encontre com um deles. Mesmo que você se encontre com um animal, certamente o verá por breves momentos e não poderá levá-lo para casa. Além de ser proibido, o bichinho não iria gostar – e sua mãe menos ainda! Então, que tal levar uma lembrança desse animal para casa? Calma! Não estamos falando de cabeças de veados mortos penduradas na paredes!!!! Isso seria horrível! Estamos falando de PEGADAS!!!

E como fazemos isso? Em primeiro lugar você terá que ser muito atento, como um detetive. É preciso andar nas trilhas, próximo às matas, rios, sangas, açudes (sempre acompanhado de um adulto, claro). O melhor terreno para encontrar pegadas é o barro. Quando o animal caminha sobre ele seu peso faz com que seu rastro fique impresso lá. Como o barro é um substrato mole, porém firme, a pegada fica ali, esperando você encontrá-la.

O próximo passo é o mais divertido!

Você vai precisar de:

1. Um pedaço de papelão grosso ou uma garrafa de refrigerante dois litros de plástico;
2. Fita crepe ou clipes;
3. Etiquetas adesivas;
4. Gesso em pó;
5. Uma bacia ou pote plástico;
6. Água;
7. Escova de dente velha.

Como fazer:

1. Escolha as pegadas mais visíveis e profundas. Remova as folhas e as sujeiras com um feixe de capim ou pincel;
2. Com um papelão ou plástico de uma garrafa de refrigerante faça um cilindro maior que a pegada;
3. Firme o cilindro em volta da pegada e prenda com um clipes ou fita crepe;
4. Na bacia ou pote plástico misture o gesso e a água numa proporção de um para um;
5. Despeje devagar a massa pastosa sobre a pegada. Deixe secar por mais ou menos 40 minutos;
6. Leve o molde para um lugar com sol ou uma luz forte para secar totalmente;
7. Retire o cilindro em volta do molde e limpe a terra com a escova de dente velha. Agora é só identificar a pegada.
8. Depois de identificar, coloque uma etiqueta com o nome da espécie, data e local onde foi encontrada. Bom trabalho, pesquisador!

Fonte: Super Eco n° 2

3 de out. de 2008

Semma fecha parceria com Fepam e MP

Através de reunião entre Semma, Fepam (regional de Santa Cruz) e Ministério Público de Venâncio Aires, ocorrida hoje de manhã, foi fechada parceria para o projeto de recuperação da Sanga da Areia. Esse projeto, que teve início mês passado, deverá ter continuidade pelo próximo ano e será lançado oficialmente ainda este mês.

2 de out. de 2008

Recuperação ambiental da Sanga da Areia

Secrataria iniciou em setembro projeto de recuperação da Sanga da Areia.

Após renovação da licença de operação do Parque do Chimarrão, a Semma iniciou um trabalho de recuperação da margem da Sanga da Areia, a começar pelo Parque. Toda área de preservação permanente foi isolada com tela e diversas árvores foram plantadas, inclusive espécies imunes ao corte. Alguns butiás também foram transplantados, oriundos de licenciamentos ou resgates, as edificações foram removidas e os entulhos estão sendo retirados e moradores irregulares estão sendo relocados.

Mas não são apenas essas as ações. Visando uma melhoria global, estão sendo visitados todos os proprietários e empresas próximas à sanga. Nos casos mais graves, quando há necessidade de autuação por danos ambientais, é exigido reparação do dano e implantação de um projeto de recuperação da área.

Com relação ao saneamento, em conjunto com a Fepam, estão sendo realizadas vistorias às empresas do Distrito Industrial para avaliar como é o sistema de esgoto.

MONITORAMENTO DA ÁGUA

Em um projeto que propões-se a ser contínuo a Semma iniciou o programa de monitoramento ambiental das águas da Sanga da Areia (próximo ao parque),Sanga do Cambará (na Pedro Grunhouser) e Arroio Castelhano (Linha Herval, Passo da Cananéia, Olavo Bilac e RST 453).



Serão avaliado a cada dois meses os seguintes parâmetros:

- DBO
- DQO
- Fósforo total
- Nitrogênio total kjeldahl
- Nitrogênio amoniacal
- Óleos e graxas
- Oxigênio dissolvido
- pH
- Coliformes Totais

Todos os dados serão publicados no blog e poderão ser acompanhados pela população.

Essa semana, a equipe da Semma fez um relatório fotográfico sobre a situação da Sanga da Areia e outra sem denominação que ocorrem no Distrito Industrial. Esse relatório foi repassado à Fepam para medidas conjuntas.

Essa é a situação atual da sanga da areia no distrito industrial:



Licença para cascalheira

Liberada licença ambiental para extração de cascalho no Arroio Castelhano.

Veja a licença ambiental direto do site da Fepam clicando AQUI.

1 de out. de 2008

Parque do Chimarrão

O Parque do Chimarrão está recebendo melhorias. Toda a Área de Preservação Permanente está sendo cercada e mais de 600 mudas de espécies nativas foram plantadas. Ainda esse mês mais 1040 mudas serão plantadas.

Essa semana plantamos dez mudas de espécies imunes ao corte, figueiras e corticeiras, além de mais 24 mudas de figueiras plantadas por um cidadão como medida de compensação por dano ambiental.

Algumas edificações ainda estão sendo removidas, assim como os entulhos das construções demolidas.

Com a melhoria da vegetação, várias aves já estãoocupando a área, como esse surucuá-do-peito-vermelho.

Veja as fotos:





TINTAS NATURAIS

Hoje vamos ver como é fácil fazer tintas usando corantes naturais. É possível fazer muitas cores utilizando elementos da natureza. É uma atividade divertida para se fazer, mas é necessária a ajuda de um adulto, já que é preciso utilizar o fogão. Essa atividade permite perceber a transformação e utilidade dos elementos, além de ser muito divertida, permitindo a pintura em papel, tecido ou a pele, como fazem os povos indígenas. Primeiro você cria a tinta, depois você cria a obra de arte!

Tinta à base de terra: você vai precisar de uma colher de terra, água, jornal, uma peneira, dois recipientes grandes (bacias ou tigelas), vidros com tampas e etiquetas.
Como fazer? 1. Recolha terra argilosa num dos recipientes. Se conseguir terra de várias cores, melhor. 2. Espalhe a terra sobre o jornal e deixe secar bem. 3. Usando a peneira e a colher peneire a terra para outro recipiente. 4. Acrescente água aos poucos, misturando bem, até formar uma pasta uniforme. Coloque as tintas nos vidros com tampa e identifique com etiquetas.

Tinta à base de urucum (colorau): você vai precisar de colorau em pó, água ou óleo de amêndoas.
Como fazer? Misture bem o colorau com água ou óleo.

Tintas da feira: você vai precisar de uma panela com tampa, água, colher, peneira ou coador, bacia, potes de vidro com tampa, etiquetas, gema de ovo, talco.

Além disso, para as cores você vai precisar de:
Casca de jabuticaba (rosa), casca de uva preta (azul), amora ou morango (tons avermelhados ou violetas), espinafre ou erva-mate (verde), folha de beterraba ou de cenoura (verde), beterraba (vermelho), cenoura (laranja), semente de girassol (amarelo), pó de café (marrom), coloral (amarelo e laranja).

Como fazer? 1. Coloque um copo do ingrediente escolhido picado ou em pó na panela. Adicione um litro de água. 2. Tampe a panela e coloque para ferver. Para sua segurança só faça isso com um adulto por perto. 3. Depois que começar a ferver, reduza o fogo e cozinhe de 45 minutos a uma hora mexendo constantemente. 4. Retire do fogo e deixe a mistura esfriar bem. 5. Coe ou passe a mistura na peneira, coloque a tinta nos potes de vidro e identifique usando as etiquetas. Para pintura em papel a tinta está pronta. 6. Para usar na pele, acrescente uma gema de ovo e talco até formar uma pasta que lembra a tinta guache. CUIDADO: teste na mão antes de usar na pele toda para prevenir reações alérgicas!

Seu toque faz a diferença! Você pode usar carvão vegetal para o contorno e as tintas para colorir o desenho. Galhos, folhas, palha, sementes, penas, conchas e pedra podem deixar seu desenho ainda mais diferente. Mande uma foto!

Fonte: Super Eco n° 1


(Bióloga Mariana Faria Corrêa)