27 de mar. de 2007

Atividades para Educação Ambiental




CURTAS DA SECRETARIA

Limpeza de terrenos – a Semma informa aos proprietários de terrenos baldios na cidade que devem mantê-los limpos, roçando-os periodicamente. Após notificação por parte da prefeitura os proprietários que não realizarem a limpeza dos mesmos poderão ser autuados.

Plantio de árvores – quem solicitou o corte de árvores da arborização pública até 2006 devem realizar o plantio das árvores determinadas no alvará. O não cumprimento das medidas de reposição florestal podem gerar multas ao requerente. As vistorias começarão a ser intensificadas a partir de abril. As espécies adequadas e a forma de plantio estão descritas no alvará. Qualquer dúvida entrar em contato com a Semma.

Registro de motosserras – todos os proprietários de motosseras devem fazer o registro das mesmas no IBAMA. Para isso basta entrar no site http://www.ibama.gov.br/ e cadastrar o equipamento. É preciso ter a nota fiscal com o número de série e o número do CPF.



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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A partir dessa semana vamos divulgar atividades interessantes que podem ser realizadas por professores(as) com seus alunos. Atividades específicas sobre algum tema podem ser solicitadas que teremos prazer em pesquisar e repassar.

QUE ANIMAL SOU EU?

Objetivo: conhecer os animais (ecologia, hábitos, aspecto, comportamento), interação social, divertimento.

Quando e onde realizar: de dia, em qualquer local

Número de participantes: 3 ou mais

Idade mínima: 5 anos

Material necessário: figuras de animais, pregador de roupa.

Como brincar: Escolha aleatoriamente uma figura e prenda nas costas de um dos participantes sem que ele a veja. Ele deverá ficar de costas para os demais de forma que todos possam ver em que animal ele se “transformou”. Em seguida ele deve fazer perguntas para descobrir quem é. As outras pessoas só podem responder sim, não e talvez. A brincadeira acaba quando não houver mais interesse.

Adaptada do livro “Brincar e aprender com a natureza” de Joseph Cornell.

(Bióloga Mariana Faria Corrêa)

Coleta seletiva


O QUE PARA UNS É LIXO, PARA OUTROS É OPORTUNIDADE
Ajude fazendo a sua parte!


O QUE É LIXO?
Lixo ou resíduo é qualquer material considerado inútil, supérfluo, repugnante ou sem valor, gerado pela atividade humana e que precisa ser eliminado. O conceito de lixo é uma concepção humana, porque em processos naturais não há lixo, apenas produtos inertes. Desta forma, tudo o que pode ser reciclado ou reaproveitado não é caracterizado como lixo. Portanto, nem tudo o que chamamos de lixo é realmente. Além do material que pode ser reciclado ou reaproveitado há também matéria orgânica que pode ser transformada. É o caso dos restos de alimento, folhas e galhos que podem se transformar em adubo através de um processo simples de compostagem.

O “LIXO” EM VANÂNCIO AIRES
Todo ser humano no desenrolar de suas atividades diárias produz uma grande quantidade de “lixo” que, de alguma forma, deverá ser gerenciado pela sociedade. O que não for resíduo pode, potencialmente, ser reaproveitado (utilizado novamente, sem transformações) ou reciclado (transformado novamente em matéria prima para fabricação de outros produtos). Atualmente em Venâncio Aires, apenas na zona urbana, são recolhidas 23 toneladas de “lixo” todos os dias. Se calcularmos uma média simples, casa venâncio-airense residente na cidade (cerca de 35.000,00 habitantes) produz 657g de “lixo” por dia! Das cerca de 740 toneladas de material que é recolhido ao mês e passa pela Usina de Triagem de Lixo, apenas 40 toneladas (menos de 5,5%) está em condições de ser separado e vendido para reciclagem, todo o restante vai para o Aterro Sanitário de Minas do Leão. E porque isso ocorre? Porque grande parte do material que poderia ser reciclado está contaminado com o lixo orgânico e rejeito.

COMO POSSO AJUDAR?
Cada cidadão pode ajudar através de atividades simples:
*Promovendo a separação do lixo orgânico/rejeito e dos materiais recicláveis em sua casa e trabalho;
*Conhecendo o dia e horário da coleta de lixo em sua rua;
* Colocando o “Lixo Seco” (material reciclável) separado APENAS nos dias de coleta seletiva;
*Fazendo compostagem dos restos de comida e folhas, que podem ser reutilizados como adubo;
*Diminuindo o consumo de materiais não recicláveis ou nocivos ao meio ambiente (preferir embalagens recicláveis a produtos com diversas embalagens que serão descartadas, por exemplo);
*Preferindo embalagens reaproveitáveis (potes de vidro, latas que podem ser usados pelo próprio consumidor, por exemplo) ou retornáveis àquelas descartáveis;
*Avisando a Semma caso haja algum problema com a Coleta Seletiva em sua rua ou bairro.

O QUE PODE SER RECICLADO? Vidro, plástico, alumínio, papel, até caixinhas de leite, desde que seja manejado da forma correta (separado adequadamente, em condições de ser aproveitado, descartado na coleta seletiva, etc.).

POR QUE REAPROVEITAR? Reaproveitar é a forma mais barata de reutilizar um material, pois ele não precisa passar por nenhum processo.

POR QUE REDUZIR? A forma mais eficiente de ajudar a preservar o meio ambiente é, sem dúvida, reduzir o consumo de materiais. Evite produtos com muitas embalagens, por exemplo. Prefira as embalagens de papel e alumínio, que são mais fáceis de reciclar e reaproveite sempre que possível.

QUANDO COLOCAR O LIXO NA RUA? Coloque o mais próximo possível da hora da coleta, assim você evita que o seu saco seja violado por animais e garante que o material vai ter condições de ser levado pela coleta seletiva.

QUAIS OS DIAS DA COLETA EM MEU BAIRRO?

(Bióloga Mariana Faria Corrêa)

Licenciamento ambiental


LICENCIAMENTO AMBIENTAL, O QUE É E QUEM PRECISA LICENCIAR-SE?
Muitas pessoas e empresas vêm até a Secretaria de Meio Ambiente informar-se sobre a necessidade de ter licença ambiental para suas atividades.
Muitos são os casos de cidadãos que solicitam o licenciamento quando vão iniciar um financiamento bancário, já que a licença é documento exigido para a aprovação do empréstimo, ou quando são alvos de fiscalização ambiental e após serem autuados por órgãos municipais, estaduais ou federais.
Mas como proceder para que seu empreendimento opere legalmente, sem riscos de ser multado por não possuir licença e causar danos ao meio ambiente? Veja a seguir.

QUE ATIVIDADES NECESSITAM DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL?
Basicamente precisa de licença ambiental toda atividade que possa gerar algum dano ao meio ambiente, como as indústrias (de qualquer porte ou atividade, inclusive indústria de alimentos), depósitos, atividades de parcelamento de solo, criação animal, irrigação, lavanderias, atividades que envolvam resíduos, cemitérios, obras civis, obras de arte (como pontes e viadutos), serviços de utilidade (como estação de tratamento de água ou esgoto, usina termelétrica, usina hidrelétrica, energia eólica), portos, terminais, complexos de lazer (como balneários, parques temáticos), pista de corrida, recondicionamento de pneumáticos, forno de carvão, comércio de agrotóxico, comércio de produtos de origem mineral, vegetal ou produtos químicos (incluindo fogos de artifício), postos de gasolina e de lavagem, restaurantes, lanchonetes, padarias, laboratórios, hospitais e clínicas.

QUAIS SÃO AS FASES DO LICENCIAMENTO?
O licenciamento ambiental ocorre em três etapas. Na primeira fase o empreendedor consulta o órgão ambiental quanto a possibilidade de exercer determinada atividade em determinado local. Essa fase é denominada prévia, pois é nela que são avaliados o planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. Após as análises e vistoria é emitida a LICENÇA PRÉVIA (LP). Com a LP em mãos o empreendedor dá seguimento ao procedimento de licenciamento e pode solicitar a LICENÇA DE INSTALAÇÃO (LI). Essa licença autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. Após instalada, a empresa solicita a LICENÇA DE OPERAÇÃO (LO) que autoriza a operação da atividade ou do empreendimento após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. A LO tem validade que varia conforme a atividade e deve ser obrigatoriamente renovada antes do seu vencimento. Cada renovação tem como objetivo garantir que a empresa está exercendo suas atividades dentro do estabelecido na LO, sem alterações que possam causar algum dano ambiental.

APENAS ATIVIDADES NOVAS PRECISAM DE LICENÇA?
Não. Todas as empresas com atividades passíveis de licenciamento que não possuem licença para operar DEVEM regularizar sua situação. Empresas licenciadas que pretendam mudar de endereço, reformar, ampliar ou modificar o ramo de atividade também devem solicitar nova licença. Empresas que vão encerrar suas atividades também devem entrar em contato com a Secretaria.

DEVO PEDIR LICENÇA NA FEPAM OU NA SEMMA?
Tudo depende da atividade e do porte. A Semma é habilitada para efetuar o licenciamento de atividades de impacto local até determinado porte. A tabela de atividades licenciadas está disponível no site da Semma.

HÁ TAXAS DE LICENCIAMENTO?
Sim, consulte a tabela na nossa página da internet.

O QUE É AVALIADO NO LICENCIAMENTO?
No licenciamento são avaliados pelo técnico responsável a origem das matérias-primas, a geração de líquidos potencialmente poluidores, a destinação final dos resíduos sólidos, a emissões atmosféricas e ruídos, o risco de incêndios e/ou explosões e os bens e produtos gerados.

E PARA QUE SERVE O LICENCIAMENTO, AFINAL?

Além de ser uma obrigação LEGAL, o licenciamento tem como objetivos proteger o meio ambiente para as futuras gerações; garantir a saúde, a qualidade de vida, a segurança e a produtividade do meio ambiente; preservar áreas de interesse ecológico; manter a diversidade ambiental, cultural e histórica; garantir a qualidade dos recursos renováveis e introduzir a reciclagem dos recursos.

(Bióloga Mariana Faria Corrêa)

13 de fev. de 2007

Erva-mate

Erva-mate com frutos em plena avenida Ruperti Filho! É uma planta linda e boa para arborização pública por seu porte pequeno, só é preciso alguns cuidados na hora de plantá-la. Combina muito bem com a Terra do Chimarrão!

Arborização pública


INFORMES DA SEMMA

Nova lei de proteção à Mata Atlântica suspende atividades de licenciamento florestal: informamos que a Semma está com as atividades de licenciamento florestal suspensas até segunda ordem, conforme orientação dos órgãos estaduais. As atividades devem ser retomadas assim que a nova lei federal 11.428 de dezembro de 2006 for devidamente estudada pela Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente). Os processos de arborização pública (árvores das calçadas) e eventuais cortes de árvores isoladas continuam sendo atendidos normalmente.

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Férias: o responsável pela Semma, engenheiro agrônomo Fernando Heissler, avisa que estará de férias de 1° de fevereiro até depois do carnaval, retomando suas atividades normais na quarta-feira de cinzas, dia 21 de fevereiro de 2007.

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VAMOS FAZER DE VENÂNCIO AIRES UMA CIDADE MAIS VERDE?

Todos os dias a Semma recebe pedidos para cortar árvores da arborização pública. Cada caso é analisado individualmente e, após vistoria, a árvore é ou não liberada para ser suprimida. Não raros são os casos de descontentamento com a decisão e descumprimento do alvará emitido, o que acaba gerando desgastes para os técnicos da Semma e para o próprio cidadão que acaba por ser autuado, pagando uma multa considerável por árvore cortada. Toda a liberação de corte vem associada a uma obrigação de plantio, sempre detalhada no alvará de manejo florestal.
A arborização pública é de competência do município e só a ele cabe a decisão de retirar ou não um espécime. Nos casos em que há solicitação de um cidadão, após análise, fica este responsável pelo replantio, sempre respeitando as normas estabelecidas pela Semma.
Cabe lembrar que o simples fato de protocolar o pedido de corte não garante ao cidadão autorização para fazê-lo, devendo aguardar o parecer técnico e emissão do alvará, que deverá ter em mãos, guardando-o para eventuais fiscalizações e consultas.

NORMAS PARA PLANTIO NA ARBORIZAÇÃO PÚBLICA

Com relação às espécies é recomendado o plantio de mudas nativas de porte adequado e capazes de conviver com os equipamentos urbanos. A seguir uma lista de algumas das espécies recomendadas para calçadas sem rede elétrica (em calçadas com rede aérea não devem ser plantadas espécies de grande porte. São recomendadas apenas as marcadas com *): Pitangueira (Eugenia uniflora) *; Quaresmeira (Tibouchina granulosa)*; Araçá (Psidium sp) * ; Camboim (Myrciaria sp)*; Açoita-cavalo (Luhea divaricata); Ipê-amarelo (Tabebuia crhysotricha); Ipê-roxo (Tabebuia avellanedae); Tarumã (Vitex megapotamica); Primavera ou manacá (Brunfelsia mutabilis) *; Erva-mate (Ilex paraguariensis)*, guabiju (Myrcianthes pungens)*; Chal-chal (Allophylus edulis).

As mudas deverão Ter altura mínima de 1,8 metros e amarradas a tutores, seguindo o disposto abaixo. Não é permitido o plantio de Ficus sp., Pinus sp., tuias, ciprestes, ligustros, tipuanas e outras espécies não nativas do Estado. Além disso não é permitido o plantio em canos, a menos que este tenha pelo menos 80 cm de diâmetro.

Distâncias e medidas a serem observadas para o plantio:
Recuo da muda em relação ao meio fio: 40 cm
Distância de acesso a garagem: 1,5 m
Distância de placas de sinalização: 5 m
Distância das esquinas a partir do alinhamento predial: 5 m
Canteiro quadrado: 80 cm x 80 cm
Distância de bocas-de-lobo: 2 m
Distância entre árvores: 6 m


Posto isso, a Semma gostaria de convidar a todos os cidadãos a transformar Venâncio Aires em uma cidade exemplo no que se refere à arborização urbana. Isso não acontece do dia para a noite, mas só se tornará possível se cada cidadão fizer uma pequena parte, cuidando da sua calçada, da sua rua, do se pátio e das árvores que se localizam nesses locais.
Árvore “levantando” a calçada é a justificativa mais freqüente para a supressão de espécimes da arborização pública. Na prática o que vemos é que muitas dessas calçadas nunca são consertadas, mesmo depois de retiradas as árvores, dando um aspecto de abandono e desleixo. Em muitos casos a retirada dessas árvores nem se faz necessária, podendo-se reformar o calçamento, bastando que se deixe um canteiro mais adequado.

CUIDE DAS ÁRVORES

As árvores fazem parte do ambiente urbano. Dificilmente sobreviveríamos sem elas já que exercem importante papel para a melhora da qualidade de vida, beneficiando a todos os cidadãos. Além de embelezar a cidade, as árvores fornecem sombra, absorvem partículas poluentes, amenizam o clima, servem como barreira para ventos, além de muitas outras qualidades conhecidas por todos nós. Sendo assim, para o seu próprio bem, cuide das árvores. Não quebre galhos, não fixe pregos ou outros metais e muito menos transforme a árvore em suporte para sacolas de lixo. Não as pinte, não as danifique. Não faça podas drásticas, elas prejudicam o crescimento da planta e as expõem a doenças como fungos, diminuindo sua expectativa de vida. Se precisar, faça uma manutenção para levantamento da copa, retirando com material adequado galhos muito baixos que possam ser quebrados por pedestre ou veículos ou avise a Semma de árvores que necessitam de manutenção. Se possível, após o corte dos ramos, passe um produto para evitar fungos que podem matar as plantas. Antes de plantar uma muda consulte a Semma para fazê-lo de maneira adequada, observando a espécie, época de plantio e normas para a realização desta ação. Isso evitará muitos problemas futuros.
Se você tiver alguma dúvida ou questionamento, não hesite em procurar a Semma. Denúncias de corte e podas também podem ser feitas aqui.

Trate as árvores com o respeito que todo ser vivo merece.

(Bióloga Mariana Faria Corrêa)

Corujão


Na semana passada atendemos a mais um animal ferido. Um corujão-de-orelha foi encontrado proóximo ao acesso de Mariante, no asfalto, com a asa quebrada. Um morador local recolheu o animal e avisou a Semma. Após análise do animal pelo veterinário Luciano Frozza, constatou-se que a fratura tratava-se de um tiro, esmigalhando o osso da asa da coruja. Ela foi levada para uma clínica veterinária em Porto Alegre onde teve a sua asa amputada. Caso se recupere da cirurgia será levada para um criador conservacionista.


Saiba mais...

Com cerca de 50cm e peso de mais de um quilo, essa coruja também conhecida como mocho-orelhudo (Bubo virginianus) é um predador de porte, do tamanho de um caracará. Caça outras aves, muitas vezes no interior de ocos, além de alimentar-se de ratos e outros vertebrados. Apesar do tamanho, não é fácil de ser encontrada durante o dia. Esconde-se no meio da folhagem das árvores ou sobre ninhos abandonados. Como em outras corujas, é mais facilmente escutada à noite do que observada. No período de reprodução, canta muito, um chamado relativamente longo e com uma interrupção no meio, parecendo estar dizendo “João...curutu”. A primeira parte é mais grave e a segunda, mais aguda e rápida. Responde a uma imitação e aproxima-se para verificar a fonte. Canta mais de julho a dezembro.Coloca seus ovos nos ninhos de outras aves ou no chão, entre capins (raramente).No adulto, destacam-se as “orelhas”, penas mantidas altas nos lados da cabeça, embora não tenham qualquer função auxiliar na audição. O corpo é todo cinza escuro, com finas listras transversais mais claras na barriga. Garganta toda branca e íris amarelo-alaranjado.

30 de jan. de 2007

Desabafo Ambiental

Há algum tempo vem-se dando destaque aos assuntos relacionados ao meio ambiente aqui na Folha do Mate. Mais agora com essa coluna quinzenal em que a Semma possui um espaço para divulgar informações, esclarecimentos. Já abordamos vários assuntos: fauna, poluição, arborização pública. A informação está por toda a parte. Hoje em dia não é mais possível dizer que desconhecemos o que é certo e o que é errado, o que pode, o que não pode. Diariamente somos bombardeados com informações, no jornal, na televisão, na rádio, na internet, nas escolas. A disseminação é geral e o acesso é livre. Mas porque mesmo assim nos deparamos com situações ilícitas a todo o momento? Não estou falando de bandidos, malfeitores. Estou falando de pessoas comuns, como eu ou você. Se fizéssemos as seguintes perguntas a qualquer pessoa, adulta ou criança, a resposta estaria na ponta da língua: podemos ter animais silvestres em casa? Cortar árvores sem autorização? Desviar sangas? Poluir os rios? Queimar as propriedades? Caçar sem licença? Jogar nosso esgoto direto na água? Todas as perguntas seriam respondidas com um não, firme e forte. Mas porque, então, não agir com os mesmos princípios no dia-a-dia? As atitudes isoladas têm mais repercussão do que se pode imaginar. Veja o caso da manutenção de um animal silvestre comprado ilegalmente. Apesar de bem cuidado, ele trás consigo uma história de maus tratos e morte para diversos outros que não suportaram as condições impostas pelos traficantes. Outros exemplos? O nosso lixo, que poderia ser reaproveitado, reciclado, não é separado adequadamente e, quando é, não é colocado nos dias corretos da coleta seletiva, isso quando não vai parar no chão, nos rios, em terrenos baldios. Todos gostamos das florestas, da natureza, mas quando pensamos nela lembramos da Amazônia e lamentamos o seu desmatamento, mas não olhamos para o pouco que sobrou da nossa e não nos importamos em derrubar uma ou outra árvore, mesmo que seja uma árvore ameaçada como a araucária (pinheiro). As coisas vão muito bem enquanto não as enxergamos de verdade. Por experiência própria posso dizer o quanto é triste receber semanalmente animais feridos, maltratados, órfãos que, invariavelmente morrerão em minhas mãos ou, na melhor das hipóteses, serão mandados para o cativeiro. É triste ver árvores antigas, muitas vezes mais antigas do que nós, que presenciaram o passar dos tempos, a evolução dos homens e que hoje servem de abrigo para muitos animais e plantas, serem derrubadas para virar lenha ou um bonito assoalho. E não é que não precisemos delas (em forma de árvore ou em forma de tábua), mas há de se pensar (sempre) se não há uma alternativa melhor para tudo o que fazemos. Talvez a forma como viviam nossos avós não seja mais compatível com os tempos de hoje. Quem sabe a grande mudança se dê no momento em que as pessoas começarem a enxergar de verdade o que está ao nosso redor? Assim como no livro do Saramago “Um ensaio sobre a cegueira”, pode ser preciso que todos nós fiquemos completamente cegos por um tempo para vermos a realidade crua e triste que estamos criando. Talvez você ache que não seja nada disso e que tudo que está escrito aqui seja apenas um discurso piegas ou demasiadamente romântico. Você é quem sabe... mas não me importo de correr esse risco. Se alguém se sensibilizar, um pouco que seja, já será um ganho. E alguém poderia me perguntar o que eu tenho feito pela conservação do meio ambiente? Bom, eu e minha família tentamos fazer a nossa parte, vivendo de acordo com o que defendemos, mas, principalmente, transmitindo esses valores para nossa filha que, desde bebê, testemunha a realidade dos maus tratos e descaso com a fauna silvestre. (Bióloga Mariana Faria-Corrêa)